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28.10.05Boa tardeboas tardes, como vai? Tudo bem? comigo tambem, o sol bem que podia eu despensar mas as nuvens lá vem e uma gota aqui, outra gota ali. Começa a chuver e e saboreio o frio, é inverno sabe compadre? Pois que sabe, mas o sol não sabe. Estes jovens rebeldes e afirmativos bem que podiam informa.lo, mas não, todos na droga e no rock-n-roll... e o sexo. Ai o sexo! Nem quero pensar, mas é tudo o que anda na cabeça destes jovens. Os jovens ainda acabam por ter mais jovens porcausa disso e irresponsaveis querem que nos os ajudemos... Isto no meu tempo! No meu tempo o inverno não tinha sol e os jovens não tinham jovens. Qual droga e qual rock-n-roll no meu tempo era só boas tardes e uma bica na explanada com coberta. Nilaratowen froze in time on 10/28/2005
27.10.05Awaking the memory Today I woke up and it was still morning, a cold morning like the ones that are meant to exist this time of the year. I took hold of my blanket and stayed in bed as long as I could, as long as it took to get bored from the warm and comfort… it wasn’t long until I went to have a cold breakfast. My cold breakfast always feels better in cold mornings, in cold times. When everything is cold I try to believe my heart and my soul are also frozen and for some moments I stop feeling them, I’m happy… for some moments at least. To refuse to go into clean and warmer cloths than my t-shirt and my boxers is a ritual I gave, I always try to keep that way the longer even if I have no idea why. Believe it might be that is just cosy to be in the cloths you sleep with even if they aren’t really something to be happy about, you know you can always just go back to your bed and sleep more. Yet today I could not sleep more, I knew it and my eyes kept being open. I grabbed my recently clean sweater and putted it on just to feel that scent I don’t know. A scent that reminds me of a old boyfriend, a scent that reminds me of a new friend and a scent that reminds me I’m a stranger in this house. It is a good scent and I wish I could just lie down and spend the rest of the day smelling it and feeling and remembering all I can. It’s a wonder how much aromas matter to me and how long it took me to find out. Do you know that I don’t know what your perfume is? I have no idea what is your fragrance so I can’t remember you, because you were never a true memory. Nilaratowen froze in time on 10/27/2005
19.10.05Written in 26-8:Quando me falavam em Nederland falavam-me dos charros, das putas, da liberdade. Nunca ninguem se lembrou de me falar das outras cidades, as mais pequenas, nunca ninguem se lembrou de me falar das vilas, das vivendas, dos bosques e das ruas silenciosas. É assustador como o verde pre-domina numa tela cinza e como a monotonia toma conta desta pintura, é assustador e entediante. Algo dentro pergunta-me que cor predomina no Barreiro e eu não sei dizer só me vem o azul do rio e do céu, sei que não é a cor da cidade. Penso em cinzento quando me esforço mais e vem-me à mente a porta do Portão, o caminho para a Vinicola, o corvo prisioneiro e todas as coisas porque eu já passei nesse cenario escurecido pelas nuvens que tapam o luar intenso da Lua cheia de verão. Sinto o vento que me sabe mais suave e acolhedor na memoria do que no momento, tenho a certeza, e por sorte não sinto o cheiro, pois que quereria guardar na memoria o cheio do Tejo em mare vazia? Não sou assim tão louca. Depois pergunto-me o que esta gente pensaria da minha cinzenta pequena cidade que eu engravei no meu coração involuntariamente como uma princesa que se apaixona pelo inimigo do reino e sei que eles a olhariam de lado e com medo, que eles não iriam apreciar aquilo que a minha cidade é e aquilo que a minha cidade significa e entendo que em si estou a fazer o mesmo que eles fariam e ganho uma necessidade de chorar que contenho mordendo os labios e abrindo um livro em ingles que peguei na biblioteca. A minha cidade é cinzenta e é disso que eu sinto falta. Mudei-me para uma cidade verde. Nilaratowen froze in time on 10/19/2005
16.10.05UMA PALAVRA PELA RAZÃO “Doie” e desligo a chamada. Porque tinhas de falar nele denovo, tinhas mesmo de acender essa chama? Agora a possibilidade de o ver fez-me ganhar mais energia do que quero. Salto infantilmente irritada ao som da musica já de si depressiva mas esperançosa de um amor. Ao me aperceber sento-me na frente do meu computador. Foi de tras de um destes que tudo isto começou. Se eu nunca me tivesse sentado de tras de um destes eu não estaria aqui agora, eu não lhe teria mandado mensagens, eu não teria acreditado na possibilidade de um amor, eu não teria chorado quando soube que estavas feliz, eu não teria abandonado a minha familia e os meus amigos, se nunca me tivesse sentado de tras de um destes computadores, acedido à internet, feito o download the um mmorpg, jogado esse jogo, pedido ajuda a alguem no inicio da criação da minha personagem... eu nunca o teria conhecido e eu nunca teria vindo para aqui. Conhecido é uma grande palavra para algo que nunca se ve, é só ter fé de que tudo o que nos contam é verdade e que tudo o que parece é. Um dia eu amei uma palavra, um dia eu amei todas as frases que essa palavra me deixava no monitor e um dia eu dei tudo por tudo por essa palavra e decido que queria que ela ganhasse uma face, que deixasse de ser uma ilusão. Porcausa dessa palavra eu viajei e eu sujeitei-me a um ano diferente de todos os que já tive. Um ano sozinha, mas não sozinha, um ano longe dos meus amigos, pais, longe da minha cidade e das minhas certezas. Quase perfeito, um conto de fadas, um amor à antiga, alguem disposto a abandonar tudo para ter amor. Mas porque é que as historias nunca falam do problema que é ter de esperar até poder correr o risco e partir nessa crusada? O problema mostrou-se rapido, em dois meses quando a palavra me apontou uma frase que me fez chorar mais que alguma pistola alguma vez fará e deixou-me descobrir a verdade. Demasiado tarde, e ela devia saber, já tinha decidido e orgulhosa que sou vim na mesma, nada me fez desistir e agora a decisão assombra-me pois o que pode ser pior que uma má razão? Os remorsos e as saudades fazem-me chorar nos momentos de solidão e sempre que enfrento o mais pequeno obstaculo. Estou mais sencivel, mais emocional... e odeio isso. A culpa é toda da palavra e agora tu queres que quando eu te for conheçer lhe veja tambem a face? Mais relaxada direciono-me ao meu arquivo de textos e leio tudo o que escrevi para essa palavra, tudo o que escrevi na esperança de lhe ver a face ou na tristeza de ela poder não existir. São ilusões que nos movem, as ilusões de que tudo é possivel. Sorriu ao me aperceber que podia ser muito pior, eu podia ainda estar junto da minha familia, com os meus amigos e na minha cidade a fantasiar com uma palavra e a pensar em mil promessas sem uma má razão. Eu ao menos tenho uma razão, sabe-se daqueles que não a tem... tu, qual é a tua razão para quereres que eu lhe veja a face? Tambem não acho que não a tenhas, tu és mais como eu, tu tens razões mesmo que sejam más. Não sei... vou ver. Nilaratowen froze in time on 10/16/2005
11.10.05Mirror mirror on the wall “Who’s the fairest of them all?” E, “Eu não entendo” penso enquanto me vislumbro no espelho. Não vejo o que os outros vem, nunca vi – vejo-me a mim – não vejo o que me dizem que sou. No espelho está uma rapariga baixa, descuidada mas secretamente preocupada com a sua aparencia, preocupada por não ver aquilo que lhe dizem que ela é, uma criança querendo acreditar. O cabelo castalho com reflexos loiros, seco e descontrolado está puxado para não lhe tapar os olhos, está puxado e preso atras das orelhas que ela tanto tenta esconder – os olhos condizem com o cabelo e passam despercebidos mas mantem-se fixos em si propria. Ela sorri e eu sinto uma amargura – não consigo acreditar. O seu sorriso é sincero mas destaca-se como algo que não pertence e é rapidamente substituido por uma expressão não de tristeza mas de indiferença que ela tanto tenta manter em relação aquilo que lhe vai na mente. O corpo não é o perfeito para a roupa que ela usa – os seus ombros curtos demais para a camisola de desporto que ela enverga e o seu tronco fino suavemente revela que ela é uma mulher por de trás da roupa XL mas por outro lado as calças de ganga justas às suas perna e encurtadas parecem pertencer-lhe ao corpo e encaixam com aquilo que lhe dizem que ela é. Abano a cabeça – “Que estupida, porque queres que te julguem pelo aspecto?” mas algo me responde que isso é algo mais que a realidade, a realidade não é o que eu quero, a realidade é que eu sou julgada pelo aspecto e não entendo porque me julgam algo que não vejo. Quando me dizem que sou complicada fico preplexa porque me acho simples demais, quando me dizem que sou estranha desisto e mudo de conversa pois já desisti de lutar para ser normal – O que os outros pensam nunca vai mudar. Todos me acham segura de mim mesma e todos me acham inteligente, todos acham que sei o que quero e todos acham que sei como o conseguir, todos acham que sou algo fora do normal mas não percebem que eu sou só mais uma formiga na fila a recolher o maximo de comida que poder e a rezar para não ser pisada. Nilaratowen froze in time on 10/11/2005
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Teenager's crappy texts!
So deep, but (oh!) so deep. As deep as a rain puddle can be! _______________ My Profile .......... name: Nila age: 16 likes: art, talking, jumping around, lying around... being a kid wishlist: a wooden red rose(or tulip! yay lets go dutch!) quote: "if you say so" e-mail:here _______________ My Friends .......... RainStorm WeBlog Evasões de um sonhador Happily Bleeding _______________ My Stuff .......... MegaTokyo CTRL+ALT+DEL Charges Japan-A-Radio Mine Deviantart Me at VampireFreaks My Tagboard .......... ______________ Arquivos .......... current 12/2003 01/2004 02/2004 03/2004 04/2004 05/2004 06/2004 07/2004 08/2004 09/2004 10/2004 11/2004 12/2004 01/2005 02/2005 03/2005 04/2005 05/2005 06/2005 07/2005 08/2005 09/2005 10/2005 11/2005 12/2005 01/2006 02/2006 03/2006 05/2006 09/2006 12/2006 03/2007 04/2007 07/2007 10/2007 11/2007 01/2008 02/2008 08/2008 01/2010 |